Palácio da Justiça - © Bruno Pinheiro-60

Brasília,

 Cidade Arte

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O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico rendeu a Brasília o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, o único concedido a uma cidade moderna. Suas curvas inovadoras, ruas organizadas por setores e ampla área verde são admiradas internacionalmente. O diferencial é que a Capital do Brasil foi de todas a mais planejada. Sua concepção é assinada por mestres, o que a torna um verdadeiro museu a céu aberto.

Não se tem história de outra cidade cujo desenho tenha nascido de um concurso. Escolhido entre os melhores, quase que por unanimidade, Lucio Costa trouxe para o a Capital da República um conceito de organização, com as entrequadras, quadras comerciais e residenciais, setores hoteleiros e bancários, além das ruas largas e sob a lógica do plano cartesiano. Tudo isso, dentro do formato de um avião, que forma o Plano Piloto de Brasília.

A partir dessa concepção, Oscar Niemeyer, convidado pelo então presidente Juscelino Kubitschek, começou a projetar uma cidade digna de autoridades, conforme a proposta. Palácios, como o do Planalto, do Itamaraty, da Alvorada, o Jaburu e Congresso Nacional tomaram as ruas aos poucos dando um ar presidencial. Em seguida, as curvas deram a cara moderna de Brasília. Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Aparecida, a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima e o Santuário Dom Bosco iniciaram a arte sacra da arquitetura na capital.

O marrom cru do cerrado foi quebrado pela paisagem de Burle Max, amigo de Costa e Niemeyer. Enfeitando as tesourinhas, Palácios e jardins das entrequadras, o trabalho do artista consiste na preservação da flora nativa, misturando-as com obras de artes reais, como pode ser observado por todo o Eixo Monumental de Brasília, na Praça dos Cristais, e Palácios do Itamaraty, Jaburu e Justiça.

Completando o conceito artístico, em 1955, o grupo ganhou a colaboração do moisacista e escultor Athos Bulcão, ex-assistente de Cândido Portinari. Ainda no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, os azulejos do artista recepcionam os visitantes com um dos mais belos painéis já criados por ele.  Seus trabalhos também podem ser vistos em várias vias e escolas públicas do Plano Piloto, no Parque Sarah Kubitscheck, Torre de TV, Teatro Nacional Cláudio Santoro, Universidade de Brasília e muitos outros locais da cidade.

Não há como discordar de que a Capital Federal é realmente uma obra de arte em grande escala. Tendo apenas o cerrado nativo como pano de fundo, aos poucos foi se criando uma cidade inovadora, com pinceladas de beleza e um colorido espetacular. Para completar, ainda tem-se uma população diversificada, dando um toque a mais de cultura e novas tradições. De fato nossa capital é um destino que vale a pena explorar. Não falta história, cultura, lazer, nem vida.

Boas práticas em Brasília:

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A Capital Federal já saiu á frente e dá bons exemplos  da aplicação do conceito de lixo zero em seus pontos estratégicos. 

No ano passado, o governo local inaugurou o Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR/DF). O espaço, um dos mais modernos equipamentos públicos para reciclagem de resíduos do país, ocupa uma área de 80 mil m² na Cidade Estrutural. De imediato, gerou cerca de dois mil empregos para catadores. 

Em abril, a embaixada da Itália em Brasília recebeu a certificação “Lixo Zero”. A certificação reconhece a eficácia de um conjunto de medidas adotadas pela embaixada, de forma a garantir que os materiais gerados sejam encaminhados de forma adequada gerando emprego e renda aos catadores de materiais recicláveis. No caso da fração orgânica os materiais são compostados na própria embaixada e quando transformados em adubo são utilizados na manutenção do gramado e jardins.  

Na quadra 113 Sul, um conjunto habitacional icônico na cidade, a prefeita foi impactada pela primeira edição do Congresso Internacional Cidades Lixo Zero. Após participar no evento, Rosemary Lacerda, começou um projeto de reciclagem de resíduos nos 11 prédios que compõem a quadra, alcançando mais de 1200 pessoas. Hoje, uma parceria com cooperativas de catadores evita o descarte de mais de 10 toneladas de dejetos em aterro sanitário. A prefeita também incentiva a compostagem. Os produtos orgânicos são direcionados para as Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSAs) que, em contrapartida, oferecem alimentos orgânicos a preços mais baixos para os moradores do local. 

No Jardim Botânico, Região Administrativa localizada em um dos cinturões de área verde de Brasília, os moradores se mobilizaram para providenciar a coleta seletiva. Sem assistência do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), fizeram uma parceria com cooperativas de catadores, que recolhem os resíduos e produzem materiais para comércio.  Mais de 60 condomínios criaram também o Movimento Comunitário do Jardim Botânico, com a meta de alcançar 60% de reciclagem até 2025, incluindo pátio de compostagem e outras ações educativas previstas em cronograma anual.