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Notícias Congresso CLZ 2021

Conceito Lixo Zero é ampla possibilidade de geração de empregos, explica Rodrigo Sabatini

CEO do Instituto Lixo Zero Brasil destaca potencial de fomento da economia a partir de mudanças na gestão dos resíduos sólidos

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A gestão adequada do lixo não deve ser encarada como um problema da sociedade, mas sim como uma oportunidade para transformações econômicas e sociais, especialmente na geração de emprego e renda. A afirmação é do presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, Rodrigo Sabatini, que defende que a preocupação com o meio ambiente e o tratamento dos resíduos sólidos deve ser uma necessidade cada vez maior da sociedade e do poder público. 

Sabatini explica que, atualmente, para cada real gasto no Brasil com o lixo são “enterrados” aproximadamente três reais. “É como se eu desse para você três reais e pagasse um real para você aterrar três reais. E isso gera um emprego”, explica. “Se eu inverter e disser: não vou te pagar para enterrar, mas vou produzir esses três reais, eu vou economizar um real que vou lhe pagar, e conceber três reais. Além disso, vou gerar, em média, 70 empregos”, complementa.

A observação é feita em um contexto onde o desemprego atinge 14,4 milhões de brasileiros, maior número desde 2012. Os dados foram divulgados no início de maio e fazem parte da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

O tema “geração de empregos com o lixo zero” estará em destaque no II Congresso Internacional Cidades Lixo Zero. O evento será realizado em 22, 23 e 24 de junho e reunirá especialistas, gestores públicos, legisladores, consultores, empreendedores e acadêmicos de todos os continentes do mundo. Em 2018, o evento movimentou 16 países em debates sobre redução, tratamento e gestão dos resíduos. Neste ano, a programação será virtual, para garantir a ampla participação dos estados e municípios.

 

O conceito Lixo Zero - É uma meta para guiar pessoas e instituições a mudarem as práticas para incentivar os ciclos naturais sustentáveis, onde todos os materiais são projetados para permitir sua recuperação e uso pós-consumo. A partir de premissas éticas, econômicas e eficientes, a metodologia promove maneiras específicas de cuidar dos resíduos que jogamos fora. Também propõe medidas de ação pública e privada que minimizem os impactos do aquecimento global.