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Notícias Congresso CLZ 2021

Simulador mensura gastos dos municípios com geração de lixo

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Ferramenta calcula o quanto cada localização deixa de economizar e quantos equipamentos públicos poderiam ser entregues à população caso a gestão de resíduos fosse realizada de maneira adequada

O Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB) lançou uma ferramenta para avaliar o valor que poderia ser poupado dos cofres públicos caso a gestão dos resíduos nos municípios fosse feita de forma adequada. Em média, sabe-se que 30% da verba dos municípios é destinada à coleta de lixo, despesa que chega a R$ 313 por tonelada recolhida. Em grandes cidades, o prejuízo pode alcançar mais de R$ 500 milhões.  

“Hoje, o lixo é o terceiro maior gasto das cidades brasileiras. Sempre que vejo alguém reclamar da falta de recursos para construir um hospital ou uma escola, lembro que tanto um quanto o outro estão sendo jogados no lixo”, diz o presidente do Instituto Lixo Zero Brasil e criador do simulador, Rodrigo Sabatini. 

A média de cada município poderá ser calculada por aqueles que se inscreverem no Congresso Internacional Cidade Lixo Zero, que ocorrerá de 22 a 24 de junho, em Brasília. A transmissão do evento ocorrerá em plataforma online para que pessoas de todo o mundo possam acompanhar gratuitamente a programação. 

Além do volume de lixo gerado, o usuário terá o valor gasto com o tratamento inadequado e quanto isso representa no orçamento público. Ou seja, quantos equipamentos, como escolas, casas, postos de saúde, poderiam ser construídos com o dinheiro caso a gestão obedecesse às regras de sustentabilidade. A plataforma também aponta quantos empregos poderiam ser gerados e o incremento que poderia trazer para a arrecadação de impostos. 

Dados gerais

Desde 2010, o ILZB dedica-se a incentivar a adoção do conceito Lixo Zero nos municípios brasileiros e no exterior. A metodologia consiste no máximo aproveitamento e correto encaminhamento dos resíduos recicláveis e orgânicos e a redução – ou mesmo o fim – do encaminhamento destes materiais para os aterros sanitários e\ou para a incineração. “É uma meta que precisa de tempo para ser cumprida, mas que vale a pena”, explica o presidente. 

Segundo a Organização Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) aponta que, dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 1.129 declaram possuir programa de coleta seletiva, em 2020.

Em contrapartida, O ILZB apurou que o Brasil produz 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano, cerca de 200 estádios de futebol. A média seria de 450 quilos por habitante, neste período. Isso significa que a economia brasileira perde, anualmente, R$ 120 bilhões em produtos que poderiam ser reciclados.