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Notícias Congresso CLZ 2021

Câmara Rio torna-se primeiro prédio público Lixo Zero

A meta é reduzir em 90% a quantidade de lixo enviado aos aterros sanitários, além de gerar emprego e renda para a população.

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O Palácio Pedro Ernesto tornou-se o primeiro prédio público a aderir ao movimento Lixo Zero na capital fluminense. O presidente da Câmara do Rio, o vereador Carlo Caiado, assinou, nesta terça-feira (08), um termo de compromisso pela eliminação do desperdício e melhor aproveitamento dos resíduos sólidos gerados na Casa.  A assinatura ocorreu em audiência pública sobre o conceito Lixo Zero, promovida em parceria com o Instituto Lixo Zero Brasil, na Semana do Meio Ambiente. 

A partir de hoje, todo o resíduo coletado no Palácio será dividido em três categorias: orgânico, que deverá ser encaminhado para compostagem; material reciclável, direcionado para cooperativas de catadores; e rejeito, que deverá ser recolhido para local apropriado onde não poderá contaminar o solo, como aconteceria num aterro sanitário comum.

“Isso vai gerar emprego e renda através de reciclagem, usando cooperativas de catadores, ou até mesmo a parte orgânica, fazendo compostagens. Esse é um ganho muito grande para a cidade, além de um ganho ambiental”, afirmou o vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara.  

O compromisso assumido pelos vereadores inclui ações propostas pelo Instituto para desviar de aterro mais de 90% dos resíduos sólidos que são gerados nas operações. No termo, consta que a Casa deverá garantir que as atividades sustentáveis desenvolvidas impactem também em padrões de desempenho social, ambiental e econômico. Os funcionários locais deverão evitar produtos tóxicos bioacumulativos, poluentes orgânicos persistentes (POP), químicos tóxicos ou sem viabilidade técnica para reciclagem.

Dados atuais - Simulador Lixo Zero

Na Capital Rio de Janeiro, com população aproximada de seis milhões de habitantes, o simulador mostra que o município tem um custo anual de R$ 566.479.069,25 com a gestão do lixo. O valor equivale à Construção de 283 escolas e 809 postos de saúde. Caso o município adotasse o conceito Lixo Zero, transformaria esse gasto em receita, produzindo até R$1 bilhão com o desvio dos resíduos do aterro e geraria mais de 25 mil empregos. A inciativa responsável também impactaria em incremento de, aproximadamente, R$ 55 milhões nos impostos arrecadados.

Os dados são do simulador virtual lançado, nesta semana, pelo Instituto Lixo Zero Brasil. A ferramenta calcula a quantidade de resíduo gerado pelas cidades e municípios. É possível verificar o volume de recursos gasto pelo estado e quanto ele poderia economizar se atingisse a meta Lixo Zero. O simulador pode ser acessado, gratuitamente, pelo site www.cidadeslixozero.com.br